Tu foi medroso, isso sim. Teve medo de admitir que, apesar de tudo, eu era a melhor coisa que já te tinha acontecido. Teve medo de se entregar ao sentimento estranho que tentou te consumir, lutou contra ele, o expulsou de si, e tudo por quê? Tudo pelo seu medinho escroto e sem fundamento, esse seu estúpido apavoro pelo desconhecido, pelo que te fez bem, pelo que te aqueceu e esquentou, te fez sentir-se em casa.

Porque era isso que eu fui. Sua casa. Sua casa, sua escola, seu skate surrado com aqueles chamuscados ridículos que pareciam engolir seus pés e pernas sempre que conseguia aprender uma nova manobra, depois de muito se foder no asfalto da nossa rua. Eu fui tua mãe, teu pai, tua melhor amiga, fui aquele teu casaco de marca azul que tu nunca quis me dar. Era mil e uma por você. Era o que tu queria, o que tu precisava, e agora sei bem que tu pouco ligou pra quem eu fui por ti.

Eu deveria ter sido uma dessas loiras gostosas com cabelos grandes e pernas abertas pra te agradar? Porque, por ti, fui tudo, menos isso. Posso me arrepender de muitos erros que cometi em relação a você, mas não posso me queixar por amor. Porque te amei de todo corpo e alma, de toda mente e coração. Pena que tu não pôde entender isso antes do famoso “tarde demais” chegar.

Por um tempo que me pareceu infinito, até cheguei a pensar que eu era a errada que não sabia amar, mas isso não era verdade, era? Tu sempre foi o errado da situação. Tu, não eu. Era você o otário medroso que não soube dar valor ao que tinha enquanto me teve. Não que eu tenha sido perfeita, tu sabe muito bem que eu tive milhares de defeitos, mas eu era perfeita para ti, e tu sempre soube disso, mas escolheu ignorar. Escolheu tentar achar alguém que te faria um bem melhor que eu.

Agora me diz, valeu a pena?  A loira de olhos claros, essa que acha que 1+1 é 3, e que Estados Unidos é a América, ela faz por você tudo que eu conseguia? Ela te atura quando tu fica de mau-humor, vocês discutem sobre o novo vencedor da Liga dos Pesos Médios do MMA, como nós fazíamos? Ela te deixa insano de ódio, e morto de amores ao mesmo tempo? Te faz repensar em todos os conceitos de vida, com algumas palavras e um olhar? Aposto que não, e sabe por quê? Porque ninguém nunca vai te querer como eu quis, ninguém nunca vai botar tua felicidade acima de tudo e todos, somente eu.

Mas agora isso não mais importa. Porque eu tenho meu orgulho, e a oportunidade de ser feliz com alguém que não tenha o cabelo bagunçado feito o teu, que não tenha o brilho nos olhos que você tem, ou as cicatrizes nas pernas por sempre se foder no skate, e nem o maldito casaco azul que eu sempre amei. E ela? Ela tem você. 

E isso não me afeta mais, juro. Mas sempre tem uma pontinha no fundo do peito que diz que, ela pode te fazer bem, mas só eu poderia te fazer feliz.(hipn0tica)


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18 hours ago - reblog or fuck
“Eu cansei de você. Mesmo, com todo meu coração. Cansei de ficar encarando o seu nome como se isso, de alguma forma, pudesse mandar um sinal para você, que fizesse você se tocar do quanto eu sinto sua falta. Cansei de te ligar desesperada no meio da madrugada, e ouvir apenas o silêncio do outro lado da linha. Cansei de ficar contando minutos para um brilhante e enorme nada entre nós. Você me cansa 25 horas por dia, sem contar aqueles especiais em que você me faz hora extra. E eu cansei de ficar cansada o tempo todo. Você me olha da cabeça aos pés e uma pequena parte do meu cérebro sabe que eu estou perdida para sempre. Eu nunca vou superar você. Nunca. Nunquinha. Jamais. Digo que até já esqueci, mas aí você volta e me balança. Ou não volta e me entristece. Então, é isso. Seu regresso é o mais doce dos sabores e a tua ausência é a ardência mais permanente que já senti. Você, sendo tudo, virou nada. Virou apenas vazio e escuridão. “Frio não existe, é só a ausência do calor”. Então o resfriado e a febre não existem. A falta de fome também não. Não tem essa de insônia e desespero. Nada disso existe. Existe só você não estar aqui. Existe só um espaço em branco no caderno, na cama, no peito e na vida. Existe só eu procurando por você por onde quer que eu passe. Vendo seu nome por aí e desejando que estivesse ao lado do meu. Não existe amor – está certo, você venceu. Se ele realmente existisse, os remédios seriam desnecessários. A enxaqueca já teria passado faz tempo. Se fosse amor, seria para nós dois. Doeria tanto em você quanto dói em mim. Ou melhor: apenas não haveria dor. Se esse amor existisse, esse silêncio enorme se extinguiria. Eu não acredito em você. Eu não acredito em pessoas que sempre têm a razão – principalmente sobre coisas que ninguém deveria ser capaz de prever. E, eu sei, houve mais que apenas desejo. Teve amizade no meio. Companheirismo, risadas, brincadeiras sem sentido. Houve um pouco daquela estupidez adolescente que deixa as pessoas felizes independente da idade que elas possuam. Essa foi minha contribuição para nós dois: eu acreditei. Com cada fibra do meu minúsculo corpo de menina, eu pensei que pudesse dar certo. Você apenas serviu para por um fim em todas as minhas crenças. Você me ensinou a única coisa que vale a pena aprender na vida: sofrer. De corpo e alma. Doer dos pés a cabeça. Nós podíamos ter casado, tido filhos e sido felizes para sempre. Mas, não. Você, ao invés disso, escolheu ser o garoto que me fez sofrer. Aquela cicatriz enorme e invisível que nunca vai sarar.”
Ana F (salt-waterroom)

Tu nunca será uma sorte para ela. Sorte é poder tê-la na tua vida.


“Acontece que tu tem uma mente bem bagunçada, amor. Acontece que tuas indecisões e incertezas formam labirintos. Lembra aquele dia no cinema? Quando vimos um romance mais clichê que ciúmes besta e me disse que odiava qualquer filme que desse vontade de me abraçar? Acontece que eu estava ali do teu lado. E, acredite, esperei um bocado por esse abraço. Aí te perguntei por que não me abraçava e tu disse que tinha medo, lembra? Eu mergulhei na tua mente depois disso. Talvez por isso tenha chorado. Entrei em ti através dos teus olhos. E achei engraçado as imagens que cria de mim. De nós. E me deixei levar. Gostei dos teus sonhos e acabei dormindo contigo. Por que não me chamou pra sonhar junto? Era só me abraçar ali e me pedir felicidade que eu te encaixava em meus planos no mesmo segundo.”
Poderíamos ter sido, mas tu preferiu sonhar sozinho. Ana Luísa K.   (via doce-inverno)

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Eu sei que você realmente está tentando me apagar da sua vida, e eu também sei que essa é a melhor opção. Eu não posso ficar com você, você não pode ficar comigo. Seria como um destino reservado para nós dois. As pessoas realmente estão erradas quando dizem que nós fomos feitos um para o outro e que vamos ficar juntos um dia. Esse dia perfeito nunca vai existir conosco juntos. Mas no final de tudo eu te deixo ir como uma desistente. No fim do dia eu te liberto e tento me afastar. O que mais dói é jogar nossas memórias como se não valessem mais nada. Como se te deixar livre não doesse bastante. No fundo eu consigo sentir uma parte lutando e dizendo para não deixar nada disso morrer, porém eu sei que eu amo você e que sempre será você. Mas tenho que seguir com os planos, com a vida bagunçada, com o coração em chamas. Seria estúpido dizer que eu não estou caindo aos pedaços ao admitir tudo isso. Nós dois sempre seríamos o caso mais difícil e conturbado, o caminho mais desastroso para seguir uma vida juntos. Você sabe que me amar é um tipo de suicídio e que ninguém seria insano o bastante para viver ao meu lado todos os dias de uma vida completa. Eu queria que fosse você em todos os álbuns de fotos, queria que fosse o seu nome dentro da minha aliança, queria que fosse você discutindo sobre a cobertura do bolo ou da cor do tapete. Queria que fosse você me fazendo esquecer de toda a dor e perda, queria que fosse você acordando comigo todos os dias ou me chamando de meu amor, mas não será. E o pior é que eu sinto que ninguém pode me amar como você me ama. Porém eu sei que isso não é verdade. Dentre todas as pessoas do mundo sempre haverá alguma que fará dar certo. Quem nós somos? Juntos ou separados. Quem realmente somos? Eu sei que no nosso relacionamento preexistente eu fui uma espécie de chuva de fim de tarde que amenizou o calor, mas não foi o suficiente. A verdade é que eu não fui feita para o amor e nem todas as complicações que ele implica. O que mais dói é que eu quero chorar, mas eu quero lutar por você mesmo sabendo que é errado. Porque na minha mente você seria aquele garoto que eu não poderia esquecer. Mas você ficará bem e eu sei que um dia eu vou me surpreender com o quanto você estará feliz com a pessoa certa para você. E eu também preciso ficar bem, mesmo que isso seja fingir. Sempre foi idiotice minha pensar mais nas pessoas que amo ao invés de mim, porém isso é tudo o que sou. E as vezes você sente que tem que desistir das coisas que ama por ser a coisa certa a fazer. Eu te amo, sempre amei. É por isso que te deixo ir, porque você significa mais para mim do que estar com você. Forgive My Sins


“A recaída de amor acontece como num daqueles pesadelos que se está caindo. De repente você acorda sentado na cama: Meu Deus, eu preciso saber! Mas se eu já estava tão bem há semanas. Volte a dormir, volte a dormir. Você já tinha decidido lembra? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo. Mas eu preciso saber. Não, não precisa. Pra quê? Vai te machucar. Não! Eu preciso saber. Então levanto da cama. Facebook, a desgraça em formato de parquinho virtual. Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil. É tão bonito. Mas não há mais nada que eu possa ver. Nos deletamos mutuamente pra evitar justamente esse tipo de inspeção noturna. Mas isso não vai ficar assim. Ligo pra nossa amiga em comum. Ela não atende, afinal, são duas da manhã. Mando mensagem “me manda sua senha do Facebook agora ou vou ficar te ligando até amanhã cedo”. Ela manda a senha e um palavrão. Acesso. Vamos ver. Eu preciso saber. Eu preciso. Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas. Fotos, fotos. A única foto nova é o flyer de uma festa que eu fui e ele não estava. Nada. Jogo o nome dele no Google. Aparece uma foto dele alcoolizado dando entrevista em uma festa de mídia. Como é lindo. Tento o Twitter mas ele só escreve piada de político. Tento o Facebook, Twitter e blogs de amigos. Está ficando tarde. Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica. Estou retesadamente motivada e atenta. Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber.
São seis da manhã. Estou cansada. Coloco a música de quando você forçou a porta do quarto e entrou. Black Swan. Não sou boa de inglês como você, mas sei que é a história de algo que já começou fodido porque cresceu demais antes da hora, você que pegue um trem e suma daqui. Que bela música pra começar. Ok, agora estou chorando. Lembrei que eu me sentia tão viva com você me olhando bem sério e bem no fundo dos olhos e machucando meu braço. Sim, é definitivamente uma recaída e eu acabo de decidir que te amo mais que tudo no universo e que amanhã, ou hoje, porque já são sete e meia da manhã, vou resolver isso. Agora preciso dormir só um pouquinho. Volto pra cama. Coração disparado. Não tem posição na cama. O que eu faço? Não tô a fim de ler, não tô a fim de ver TV. Aquelas outras coisas que se faz pra acalmar tô com preguiça agora, minha imaginação está indo toda para traçar um plano para que eu descubra. Descubra o quê? Não sei, mas sei que algo está acontecendo, ou eu não estaria assim. Porque eu sinto quando ele está com alguém, sabe? Eu sinto. Sim! A cartomante!
Ligo pra Zuleide. Você atende hoje? Mas é domingo, Tati! Atende? Só se for por telefone. Tá bom, então joga aí: ele está com alguém? Mas Tati, você quer mesmo saber isso? Quero, mulher. Eu preciso saber. Joga aí: ele está com alguma puta? Tati, eu não posso perguntar isso pras cartas. Pergunta aí: ele tá com alguma piranhuda desgraçada vagabunda vaca dos infernos? Zuleide pede desculpas e desliga. Preciso do Lexapro mas ele acabou há semanas, igual meu amor. E agora, de repente, preciso tanto dos dois novamente. Você acha que ele está com alguém? Não sei, Tati, eu ainda tô dormindo, posso te ligar mais tarde? Você acha que ele está com alguém? E se estiver, Tati, quer ir ao cinema mais tarde? Você acha que ele está com alguém? Putz, sei lá, homem sempre tá comendo alguém né? Você acha que ele está com alguém? Tati, do jeito que ele gostava de você? Claro que não! Chega, chega. Preciso me acalmar. Pra que isso? Se ele estiver com alguém agora, e daí? Terminamos não terminamos? Ele e eu não temos nada a ver, certo? Decidimos que era melhor assim, certo? Eu não tava bem com ele e nem ele comigo, certo? Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega. Adulta, adulta. Qual o problema se ele estiver agora, justamente agora, lambendo a virilhazinha de alguma desgraçada? Qual o problema? Ok, eu posso morrer. Eu definitivamente posso morrer. Chega, vou acabar com essa palhaçada agora mesmo.Tomo banho, me visto, pego a bolsa, entro no carro. Considerando que ele não mora em São Paulo, não sei exatamente o que eu pretendo com isso. Mas me faz bem enganar o cérebro e fazer de conta que estou indo atrás da verdade. Na verdade vou só na casa de outro, preciso fazer qualquer coisa que não seja sofrer, mas não consigo. O outro não conhece Black Swan, não ri da história da Zuleide, não me aperta o braço.
Volto pra casa, destruída. Sinto tanto amor dentro de mim que posso explodir e bolhas de corações vermelhas atingiriam o Japão. Quase não consigo respirar. Chega, chega. Ligo pra ele. Ele não atende. Ligo de novo. Ele atende falando baixinho. Você está com alguém? Estou. Desligamos. Pronto, agora eu já sei. Depois de um final de semana inteiro de palpitacões, descargas de adrenalina, músicas, textos, amigos, danças, gritos, sensações, assuntos, choros, dores, vida. Agora eu já sei. O que eu nunca vou saber é porque faço tudo isso comigo só porque tenho tanto pavor do tédio. Era só isso o que eu precisava saber.”
Tati Bernardi.  (via icanbeyourcocaine)

“— Fica comigo.
— Eu tenho namorado.
Namora comigo.
— Eu já disse que tenho namorado.
— Casa comigo.
— Pela terceira vez: eu tenho namorado.
— Sexo então nem pensar, né?
I’ve got a PhD, Vinícius Kretek (via 27-06)

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originally 27-06 - via 27-06